in Jornal de Notícias, 17/02/2013
Juventude do Partido Ecologista «Os Verdes» - Jovens a Pensar Global e a Agir Local -
«Os Verdes» presentes na manifestação da CGTP-IN
16 de Fevereiro de 2013
Lisboa
O Partido Ecologista «Os Verdes» esteve presente na manifestação convocada pela CGTP-IN.
Não só em Lisboa, mas também nas restantes capitais de distrito, Os Verdes associaram-se à luta de milhares de portugueses que exigiram a saída do actual Governo.
Lisboa
O Partido Ecologista «Os Verdes» esteve presente na manifestação convocada pela CGTP-IN.
Não só em Lisboa, mas também nas restantes capitais de distrito, Os Verdes associaram-se à luta de milhares de portugueses que exigiram a saída do actual Governo.
Conclusões do Conselho Nacional de «Os Verdes»
O Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”, reunido hoje em Lisboa, analisou a situação política e definiu as prioridades do Partido para os próximos meses. Das suas conclusões destacam-se os seguintes pontos:
1 – Os dados relativos à execução orçamental de 2012 demonstram o falhanço do Governo. Sobre essa execução orçamental, que o Governo diz ter cumprido, “Os Verdes” constatam que os números desmentem categoricamente essa leitura, basta ter presente a quebra das receitas fiscais para perceber que o Governo está a faltar à verdade. As receitas fiscais ficaram muito abaixo das previsões do Governo, três mil milhões de euros abaixo das previsões iniciais do Governo e de seiscentos milhões de euros abaixo das previsões feitas pelo Governo já em Outubro de 2012.
2 - Por outro lado, o Governo dizia que chegaríamos ao fim do ano de 2012 com o défice público situado nos 4,5% e em Setembro de 2012, viu-se obrigado a passar a sua previsão para os 5%, que agora reclama. Sucede que o Governo para poder dizer que atingiu o défice dos 5%, socorreu-se de alguns mecanismos ou truques pouco habituais e nada sustentáveis. Para além da contabilização de outras receitas extraordinárias, o Governo ainda contabilizou 800 milhões de euros provenientes da concessão da ANA e que o Eurostat ainda não confirmou, ou seja, ficamos muito longe dos 4,5% do défice, prometidos pelo Governo e muito provavelmente nem os 5% se vão atingir, no caso do Eurostat não aceitar os 800 milhões da ANA.
3 - Acresce ainda que o Eurostat veio recentemente anunciar que a divida pública portuguesa atingiu os 120% do nosso PIB. Ou seja, o Governo não pára de impor sacrifícios aos Portugueses em nome da redução da divida pública, porém apesar dos dolorosos sacrifícios impostos, a divida pública não pára de crescer.
4 - Sobre o anunciado regresso de Portugal aos mercados, “Os Verdes” consideram que, por si só, este regresso não resolve nenhum dos nossos problemas. Impõem-se, antes de mais, investir a sério na nossa economia, como forma de travar esta onda de falências, de travar o flagelo social do desemprego e como forma de criarmos riqueza, a única forma de pagar dívidas. Se assim não for teremos dor sem ajustamento. Se Portugal vai regressar aos mercados, falta agora o mais importante: os portugueses terem dinheiro para irem ao verdadeiro mercado.
5 - O Governo falha assim em toda a linha, nas medidas, nas políticas seguidas e nas previsões, encontrando-se Portugal no terceiro ano consecutivo de recessão económica. A nossa economia conheceu no 4º trimestre do ano passado uma quebra de 3,8%, face ao trimestre homólogo, quando a previsão do Governo e da Troika, apontavam para um recuo de apenas 2,8%. A retoma já a partir deste ano é assim cada vez mais uma miragem.
6 - Relativamente ao desemprego, os dados confirmam a necessidade imperiosa da mudança de políticas, que este Governo já deu mostras de não conseguir protagonizar.
Nos últimos 18 meses, desde que a Troika tomou conta dos nossos destinos, foram destruídos em Portugal mais de 361 mil postos de trabalho, e a taxa de desemprego em sentido restrito agravou-se cerca de 40%, passando de 12,1% para 16,9%. O desemprego em sentido restrito atingiu quase um milhão de trabalhadores (16,9%) e em sentido lato 1 milhão e meio de trabalhadores (25,3%). O desemprego jovem atinge hoje os 40%, 56,3% dos desempregados estão nessa condição há mais de um ano e quase 150 mil desempregados são licenciados. E, nesta condição, mais de 50% dos desempregados não recebe qualquer apoio social.
O Governo que não mostra qualquer vontade em travar este flagelo, pelo contrário continua a destruir empregos e a remeter cada vez mais famílias para a miséria e a pobreza, continua a dificultar cada vez mais o acesso às prestações sociais, corta nos salários e nas reformas, aumenta os imposto e desresponsabiliza-se das suas funções sociais, onde ainda pretende cortar mais 4 mil milhões de euros.
O Conselho Nacional do PEV considera assim de toda a oportunidade o agendamento na Assembleia da República por parte do seu Grupo Parlamentar de uma Interpelação ao Governo exactamente sobre as funções sociais do Estado, que está agendada para a próxima quinta feira.
7 - “Os Verdes” reafirmam ainda a sua determinação em combater a lógica de negociatas ambientais, que lesam os interesses do país e da sua sustentabilidade ambiental, em nome de interesses privados, prejudicado os cidadãos aos mais diversos níveis. Por isso, o PEV continua determinado na denúncia e no combate, designadamente, à liberalização do eucalipto, ao pagamento de taxas nas áreas protegidas, ao desvirtuamento das regras de avaliação de impacte ambiental, ou à criação de condições para a privatização da água e para a privatização dos sistemas multimunicipais de recolha e gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos, neste caso através da privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF).
8 - Relativamente às prioridades de intervenção do PEV, o Conselho Nacional, decidiu dinamizar duas grandes campanhas nacionais, que vão arrancar nas próximas semanas, uma em defesa da escola pública e outra contra a privatização da água.
9 – Por fim, na convicção de que é preciso agregar esforços e vozes na luta contra estas políticas desastrosas, que estão a arruinar o país do ponto de vista económico, social e ambiental, “Os Verdes” saúdam e vão juntar-se às manifestações que terão lugar hoje por todo o País, convocadas pela CGTP, sob o lema “Mudar de política e de Governo!”.
Lisboa, 16 de Fevereiro de 2013
Debate na AR com PM - Intervenções da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia
1ª intervenção da Deputada Heloísa Apolónia, proferida hoje, 15 de Fevereiro de 2013, na Assembleia da República, no âmbito de debate com o Primeiro Ministro - confronta Passos Coelho com números dramáticos do desemprego, desemprego jovem e contração económica. Questiona sobre medidas a implementar para combater o desemprego e sobre os anunciados cortes de 4 mil milhões de euros. Pergunta sobre multas a consumidores por falta de facturas obrigatórias
2ª intervenção da Deputada Heloísa Apolónia, proferida hoje, 15 de Fevereiro de 2013, na Assembleia da República, no âmbito de debate com o Primeiro Ministro - confronta Passos Coelho com a falta de medidas do Governo para combate ao desemprego e questiona sobre multas aos consumidores por falta de facturas
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PJL de "Os Verdes" que pretende corrigir o pressuposto de assistência a filhos menores com deficiência
1ª intervenção da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia, proferida na Assembleia da República a 7 de Fevereiro de 2013 - apresentação do PJL de "Os Verdes" que altera a Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro (aprova a revisão do Código do Trabalho), de modo a corrigir o pressuposto de assistência a filhos menores com deficiência
2ª intervenção da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia, proferida na Assembleia da República a 7 de Fevereiro de 2013 - PJL de "Os Verdes" que pretende corrigir o pressuposto de assistência a filhos menores com deficiência
“Os Verdes” questionam Governo sobre Biblioteca do Conhecimento
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, sobre a redução de conteúdos e publicações disponíveis na Biblioteca do Conhecimento Online (b-on).
PERGUNTA:
A Biblioteca do Conhecimento Online (b-on) teve o seu lançamento em 2004, é uma biblioteca virtual que reúne as principais editoras de revistas científicas internacionais de modo a oferecer um vasto conjunto de artigos on-line em texto integral das diversas áreas do conhecimento, disponibilizando o acesso ilimitado e permanente às instituições de investigação e do ensino superior através de assinaturas negociadas a nível nacional.
Gerida tecnicamente pela Fundação para a Computação Cientifica Nacional (FCCN), a Biblioteca do Conhecimento On-line, é uma iniciativa que visa estimular as condições de acesso ao saber por parte da comunidade científica e académica portuguesa tendo vindo a crescer, segundo a FCCN desde 2004 a nível de títulos disponíveis e das instituições aderentes ao projeto.
A Biblioteca Geral da Universidade de Évora em notícia publicada no seu sítio eletrónico em Dezembro passado, considera que a b-on “tem sido um recurso inestimável nas bibliotecas universitárias, permitindo extraordinárias facilidades de consulta de publicações nacionais e estrangeiras”, considerando ainda este serviço imprescindível na investigação e docência universitária.
No Relatório de Atividades e Contas 2011 da Fundação para a Computação Cientifica Nacional é referido que, no âmbito da b-on, “iniciou-se, no final do ano (2011), sob orientação e em estreita articulação com o Ministério da Educação e Ciência, um processo de renegociação dos contratos com os fornecedores de conteúdos para a b-on.” Este processo, segundo a FCCN permitiu poupanças significativas com encargos correspondentes, contudo reduzindo também os conteúdos disponibilizados, que segundo a FCCN corresponde apenas a 5% dos downloads.
Face ao processo de renegociação dos contratos com os fornecedores de conteúdos da b-on, o acesso ao editor IEEE ficou limitado em termos de publicações e conteúdos sendo também cortado o acesso aos backfiles passando os conteúdos a estar disponíveis só a partir de 2005. A impossibilidade de aceder aos artigos do IEEE antes de 2006, standards e revistas do IEEE significa um retrocesso para a comunidade científica impossibilitando a revisão consistente da literatura, logo diminuindo a qualidade e valor científico do trabalho como por exemplo ao nível do estado da arte das teses de mestrado e doutoramento.
No caso de uma candidatura a um projeto europeu/internacional por parte de um instituto de investigação e/ou universidade, os investigadores sobretudo da área das engenharias, apenas dispõem de um número muito limitado de artigos para contextualizar o projeto, e portanto reduz a possibilidade de sucesso dessa mesma candidatura. A evolução histórica de um determinado tópico é essencial para o avanço científico, sem história não há ciência.
Por outro lado, a elaboração e submissão de artigos científicos em revistas internacionais, essencial para o ranking das universidades, fica condicionada pela falta de acesso a estas publicações anteriores a 2006.
A FCCN alega que os custos dos contratos com fornecedores da b-on são incomportáveis, como tal apresentou a proposta de reduzir os conteúdos disponibilizados e consequentemente os custos. Contudo, não foram ouvidos os principais intervenientes (investigadores e alunos), nem avaliadas devidamente as consequências deste corte, sobretudo ao nível do retorno deste investimento, como o acréscimo, nos últimos anos, das publicações científicas das universidades portuguesas e o aumento do seu prestígio internacional e nacional (sobretudo junto da indústria portuguesa).
Os investigadores e alunos, ligados particularmente às engenharias, referem que as revistas do IEEE apresentam um fator de impacto consideravelmente elevado, sendo que as revistas cientificas são uma ferramenta essencial no trabalho diário de um investigador em Portugal. Uma ferramenta incompleta e insuficiente conduz segundo os investigadores sempre a um trabalho de qualidade inferior e como tal em desvantagem face a investigadores de outros países.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e Ciência, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1- Existe algum estudo de avaliação do impacto da b-on na comunidade científica e académica portuguesa?
2- Confirma esse Ministério que desde de 2004, início do lançamento da b-on, aumentaram o número de publicações científicas, sobretudo pelas universidades portuguesas?
3- Quantos utilizadores acedem mensalmente à Biblioteca do Conhecimento Online?
4- Quantos downloads são efetuados mensalmente da b-on por áreas científicas e académicas?
5- Qual o valor pago pela FCCN às editoras com protocolo até 2011? Qual o valor que a FCCN poupou com a renegociação dos contratos?
6- De quanto foi o aumento incomportável dos custos relacionados com as publicações do IEEE? Este aumento verificou-se também com outros editores?
7- Porque é que o critério para redução dos custos foi a percentagem de downloads? Não teria menor impacto manter as publicações periódicas utilizando outros critérios como o “fator de impacto” das próprias publicações?
8- A redução dos conteúdos disponibilizados aos investigadores e alunos, nomeadamente nas áreas das engenharias, foi previamente acompanhada de algum estudo de impacto destas medidas, por área científica e académica? Foi tomada em consideração algum estudo comparativo com plataformas similares a nível Europeu?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2013
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Atraso no pagamento de bolsas de estudo motiva pergunta de “Os Verdes” no Parlamento
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, sobre o atraso que se verifica no pagamento das bolsas de estudo a alunos do ensino superior.
PERGUNTA:
O Grupo Parlamentar “Os Verdes” tem vindo a receber informações de alguns alunos do ensino superior que apesar de lhes ter sido atribuída a bolsa, ainda não receberam qualquer verba. Esta situação está a deixar os alunos numa situação verdadeiramente dramática, porque nem dinheiro têm para comer e muito menos para pagar as suas deslocações, porque não conseguem pagar o passe.
Ora, a confirmar-se, este significativo atraso é absolutamente inadmissível, tanto mais que a situação difícil porque estão a passar as respetivas famílias, na sequência dos sacrifícios impostos pelo Governo, impede-as de proceder a qualquer ajuda aos alunos.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e Ciência possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – O Governo confirma estes atrasos no pagamento de bolsas de estudo a alunos do ensino superior?
2 – Em caso afirmativo:
2.1 – Que motivos justificam este atraso?
2.2 – Quantos alunos a quem foi atribuído o direito á bolsa de estudo, não estão a receber o respetivo valor?
2.3 – Para quando prevê o Governo proceder ao pagamento dessas bolsas de estudo?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 27 de Janeiro de 2013
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“Os Verdes” questionam Governo sobre quadro de pessoal da Inspeção Geral da Educação e Ciência
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação e da Ciência, sobre a situação da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) que se encontra, atualmente, com falta de recursos humanos para cumprir a sai missão.
PERGUNTA:
Em 1988 a Inspeção-Geral de Educação tinha nos seus quadros cerca de 430 Inspetores. Com o Decreto-Lei nº 125/2011, de 29 de Dezembro, foi determinada a criação da Inspeção- Geral da Educação e Ciência, resultante da fusão da Inspeção-Geral da Educação e da Inspeção-Geral do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Com o Despacho nº 316/2013 foi definida a Lista de atividades, procedimentos e de postos de trabalho necessários para a IGEC, resultando um quadro de pessoal de 275 pessoas, dos quais 211 com atividade inspetiva. Só que, neste momento, fruto de passagens à reforma, a atividade inspetiva conta com cerca de 200 elementos e muitos outros quadros estão a ponderar requerer a saída por aposentação.
Dado que a IGEC tem sob a sua alçada a verificação inspetiva da educação pré-escolar, dos ensinos básicos, secundário e superior, e da ciência; Trabalha para garantir a qualidade, a equidade e a justiça na Educação; Acompanha, controla, avalia e audita os estabelecimentos de educação e ensino das redes públicas, privada e cooperativa, e solidária, e as escolas europeias, tendo em vista garantir a confiança social na Educação e informar os decisores políticos e a opinião pública.
Dado que as inspeções devem ser feitas por equipas multidisciplinares, e face ao decréscimo do número de inspetores e ao aumento dos estabelecimentos a serem auditados e avaliados, fica a perspetiva que a IGEC não tem neste momento capacidade, em meios humanos, para cumprir a sua missão.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e da Ciência possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Pode o Governo garantir que face ao exposto não está em perigo a missão da IGEC?
2 – Vai o Governo abrir concurso para colmatar as saídas e garantir o quadro de pessoal do IGEC?
3 – Está o Governo, a pensar na fusão de várias inspeções gerais, como preconiza o relatório do FMI?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 25 de Janeiro de 2013
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Heloísa Apolónia - privatização da água
Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia, proferida na Assembleia da República a 25 de Janeiro de 2013, sobre a privatização da água - A água é um bem fundamental e deve ser gerido em função dos interesses das pessoas e não de qualquer lógica de lucro de empresas privadas. É um direito inalienável e não referendável. "Firmemente lutaremos contra a privatização da água e pela sua gestão pública"
José Luís Ferreira - recibos verdes
Intervenção do Deputado do PEV, José Luís Ferreira, proferida na Assembleia da República a 25 de Janeiro de 2013, no âmbito da discussão de um conjunto de iniciativas sobre o combate aos recibos verdes e à precariedade laboral
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José Luís Ferreira - ensino de português
Intervenção do Deputado do PEV, José Luís Ferreira, proferida na Assembleia da República a 24 de Janeiro de 2013, sobre o regime do ensino de português no estrangeiro
Ensino artístico e profissional - “Os Verdes” querem esclarecimentos sobre novas regras para exames nacionais
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, sobre os exames nacionais do 12º ano, que penalizam os alunos dos cursos profissionais e do ensino artístico especializado.
PERGUNTA:
O Decreto-Lei n.º 139/2012, de 05 de Julho, definiu novas regras para os exames nacionais do 12º ano e para o ingresso no ensino superior que penalizam os alunos dos cursos profissionais e do ensino artístico especializado, que estão a meio ou a concluir o ensino secundário.
É apresentado aos alunos e aos profissionais da educação um decreto que procede à introdução de um conjunto de alterações às matrizes curriculares, dos ensinos básico e secundário, com o objetivo de, na ótica do Ministério da Educação, criar uma cultura de rigor e de excelência, tendo em vista melhorar a qualidade do que se ensina e do que se aprende. No entanto, quanto à avaliação sumativa externa dos alunos do ensino profissional e artístico especializado, as alterações vêm confirmar que o Ministério efetivamente negligenciou o percurso escolar destes alunos.
Nomeadamente, apresenta alterações ao nível da avaliação sumativa externa que não se compreendem e suscitam a grande questão: como se pode exigir agora, a meio do percurso escolar dos alunos, que a avaliação sumativa externa se realize à disciplina de Português, conjuntamente com uma disciplina bienal e outra trienal no caso dos alunos do ensino profissional. No caso dos alunos do ensino artístico especializado, que essa mesma avaliação se realize às disciplinas de Português e Filosofia?
Sabe-se agora que o Ministério, reconhecendo a desigualdade e injustiça criada no direito à educação constitucionalmente previsto, recuou na aplicação da lei e criou uma norma transitória de modo a que esta medida só seja aplicada aos estudantes que entraram este ano no secundário, mas só no caso dos alunos do ensino artístico especializado. Coloca-se assim outra questão: onde está o sentido de justiça e equidade de tratamento do Ministério da Educação, quando discrimina de forma tão abusiva os alunos do ensino profissional? Acaso o Ministério só recua nas decisões tomadas sob pressão de envio da lei para tribunal?
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª A Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e Ciência me possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 - Pretende o Ministério alargar a norma transitória aos alunos que estão a concluir o secundário nos cursos profissionais, de forma igual aos do ensino artístico especializado, para que estes não sejam afetados pela alteração de regras a meio do seu percurso escolar, definido no Decreto-Lei n.º 139/1012, de 05 de Julho?
2- Com aplicação deste Decreto-Lei, considera o Ministério da Educação que não existe discriminação dos alunos que estão a frequentar o ensino profissional em relação aos do ensino artístico?
3- Com estas alterações, serão os verdadeiros objetivos do Ministério da Educação a criação de uma cultura de rigor e excelência ou a criação de um obstáculo para limitar o acesso ao ensino superior por parte dos alunos do ensino profissional?
4- Que reforma pretende o Ministério da Educação efetuar no ensino superior, a partir do próximo ano letivo, que justifique as alterações ao percurso escolar dos alunos do ensino profissional e artístico que está a levar cabo?
5- Por fim, sendo esta a terceira vez que o Ministério da Educação recua na aplicação do Decreto- Lei 139/2012, sempre pela mesma razão, alterar a avaliação dos alunos a meio do seu percurso escolar, pergunta-se quando irá parar este desnorte legislativo de impor aos alunos e às escolas, sucessivas alterações que só vêm provocar a desestabilização e o desvio do que é realmente importante e que em nada contribuem para a tão propalada cultura de rigor e de excelência?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
www.osverdes.pt
Lisboa, 7 de Janeiro de 2013
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PEV
30 anos do Partido Ecologista Os Verdes - Intervenção da Ecolojovem
Boa noite
Bem-vindos Companheiros e Companheiras,
Ilustres convidados e convidadas
É com muito orgulho que, em nome da Ecolojovem - «Os
Verdes», saúdo o 30º aniversário do Partido Ecologista «Os Verdes».
Ao longo destes 30 anos, o PEV tem sido um partido jovem, com muitos jovens entre os seus
militantes e simpatizantes, e nos órgãos de direcção.
Pela sua identidade, princípios e
objectivos é um Partido preocupado e direccionado para a juventude, porque
acredita que a construção de um país melhor, com um futuro sustentável, passa necessariamente,
pela participação da juventude.
E é com preocupações e propostas para o presente, mas acautelando
e preservando o futuro, que «Os Verdes» pensam e agem, pois um verdadeiro
ecologista não esquece que apenas pedimos o
mundo emprestado aos nossos filhos e, um dia, vamos ter que
devolvê-lo, e se pretendemos um mundo sustentável não pode ser piores condições
do que o encontrámos.
Por isso, a Ecolojovem e os Verdes, têm trabalhado
numa revolução verde do Planeta. Uma revolução baseada nos valores de
equilíbrio, de justiça, de igualdade, no fundo, de sustentabilidade ambiental,
mas também económica, política e social.
Porque é urgente, e porque é o mundo que temos que
deixar às gerações futuras. E quem, como nós, tem como ideologia, a ideologia
ecologista, não tem dúvidas em relação a isto. E é com este pensamento que
agimos no dia-a-dia.
No momento em que celebramos 30 anos dos Verdes, do
nosso Partido, um Partido de todos e de todas, um Partido do ambiente, da natureza,
da igualdade, da justiça, da democracia, da ecologia, um Partido da juventude,
não podemos deixar de assinalar o contexto com que os jovens se deparam actualmente
e a resposta firme que têm dado.
A juventude, um dos maiores potenciais do nosso país,
tem sido desprezada e atacada pelos sucessivos governos, sem excepção. E o
actual governo não foge à regra. Aliás, tem atacado ferozmente a juventude.
Especialmente numa altura em que é urgente abrir um
novo caminho, de esperança e de mudança, construir uma alternativa de futuro
próspero para o país e para a juventude, o Governo investe, cada vez mais, em
medidas brutais contra os jovens.
E falamos de ataques aos direitos mais básicos da
juventude, que, no entanto, os diferentes governos PS, PSD e CDS continuam a querer negar.
Falamos do desemprego que
não pára de aumentar, (o desemprego jovem situa-se já nos 39%) e se os números
são assustadores, sabendo que, por detrás destes números, temos pessoas, o
cenário passa a ser aterrador.
A precariedade, independentemente da
forma que assuma, afecta muitos milhares de jovens, e outros tantos são
empurrados para a emigração, como aliás o Governo, incapaz de dar uma resposta
no nosso país, tem vergonhosamente sugerido.
A juntar ao aumento do custo de vida,
os custos do ensino são cada vez mais elevados. As propinas aumentam e as
bolsas diminuem. A Acção Social Escolar está cada vez mais longe de responder
às necessidades dos estudantes. Muitos jovens estudam em escolas com falta de
condições materiais e humanas. O ensino é cada vez mais elitista, e menos
democrático.
Na habitação, a falta de apoio faz
com que muitos jovens vejam dificultada e até mesmo impossibilitada a sua
emancipação.
As áreas da cultura e do desporto, têm
sofrido grandes desinvestimentos, sendo não um direito de todos nós, mas um
privilégio apenas daqueles que podem pagar.
Os transportes públicos colectivos
são atacados quase diariamente. Os brutais aumentos dos títulos de transporte e
o corte dos passes escolares retira aos jovens um direito tão fundamental como
é o direito à mobilidade, e ao próprio ensino, pois muitos tinham neste apoio a
única forma de se deslocarem até à escola.
O resultado está à vista: olhando para o nosso país,
vemos uma contínua destruição da situação económica, social e política. Um país
mais desigual, mais dependente, mais injusto. À medida que o tempo avança, fica
cada vez mais exposto o resultado de uma governação desastrosa e destruidora,
conduzida por três diferentes partidos, mas muito bem alinhados nas medidas
devastadoras, com um único objectivo, tirar do povo para continuar a alimentar
grandes grupos económicos.
Mas falar destes problemas, é também falar da
incansável acção e intervenção da Ecolojovem perante as dificuldades da
juventude, porque temos estado sempre presentes, ao lado dos jovens.
Porque é assim que a juventude ecologista funciona,
com grande conhecimento e ligação à realidade, aos problemas, aos anseios e
reivindicações da juventude e do povo português.
Por parte da juventude, sabemos que temos grandes e
difíceis tarefas pela frente, grandes responsabilidades, mas assumimo-las e
cumpri-las-emos.
E a todas estas ofensivas, dizemos não!
Os tempos que vivemos hoje exigem uma juventude cada
vez mais preparada, mais forte, mais activa, mais interventiva.
Os jovens ecologistas são chamados a redobrar o
trabalho para cumprir o seu papel insubstituível de transformação da sociedade.
Tentam fazer com que desacreditemos nas nossas
capacidades, que nos alheemos da realidade que nos rodeia, que desmobilizemos.
Mas nós não desistimos, e a cada novo ataque respondemos com uma nova força e
vigor, cada vez mais convictos que podemos mudar, que podemos melhorar, e
encontramos na Ecolojovem e nos Verdes essa resposta.
Os jovens precisam de soluções, de alternativas e de
um novo caminho, e esse caminho é com Os Verdes, sem dúvida.
E reconhecemos todo o trabalho dos verdes ao longo
destes anos, e é por isso que os jovens portugueses acreditam e sabem que o Partido
Ecologista «Os Verdes» é a força com que podem contar.
Sem Os Verdes o caminho para esta destruição e ataque
por parte do Governo estaria, seguramente, mais facilitado, mas os verdes são
uma voz activa, pertinente e necessária para a defesa dos jovens. E não abdicam
disso.
De facto, sabemos que podemos continuar a contar com
Os Verdes para pensar e desenvolver propostas de
solução para os problemas; para reivindicar e propor políticas de apoio à
juventude, e para colaborar e participar em conjunto com a Ecolojovem.
Esta ligação de proximidade entre os Verdes e a
Ecolojovem é muito importante pois reconhecemos a importância do trabalho
colectivo e do contributo de cada um de nós, ao lado de todos os outros. E a
Ecolojovem não seria a organização que é sem a colaboração e a articulação que
há com os Verdes.
Companheiros,
a par do património de lutas já construído pelo PEV,
também a Ecolojovem tem um historial valioso e indispensável. E, daqui para a
frente, daremos continuidade a este projecto.
E nesta altura será justo não esquecermos, e prestamos
por isso uma justa homenagem, às pessoas que foram passando pela Ecolojovem e
que ajudaram a construir o que somos hoje, que constituíram uma base sólida,
sobre a qual se desenvolveu e desenvolve o projecto da Ecolojovem.
Neste momento em que assinalamos esta data especial, os
30 anos do nosso Partido, reafirmamos a determinação do colectivo que é a
Ecolojovem, que assume com honra a defesa dos valores e princípios verdes,
projectando esses valores no presente e no futuro, afirmando e reforçando com
firmeza, convicção e dedicação o ideal ecologista.
Sabemos que os companheiros e amigos, sairão hoje
daqui com a certeza que terem tomado a decisão de se juntarem à Ecolojovem e
aos Verdes, e de divulgarem este nosso projecto e ideal, é indispensável no
reforço da luta da juventude, por um futuro digno e melhor, pela igualdade,
pela democracia, pela paz e pela ecologia!
Viva a
juventude!
Viva a Ecolojovem - «Os Verdes»!
Viva os 30 anos do PEV!
Viva o Partido Ecologista «Os Verdes»!
Viva a Ecolojovem - «Os Verdes»!
Viva os 30 anos do PEV!
Viva o Partido Ecologista «Os Verdes»!
Cláudia
Madeira
15/12/2012
– Comemoração dos 30 anos do PEV
União
Setubalense
Tempo de Antena de Os Verdes - Dezembro 2012
Portugal possui um enorme potencial económico, cultural, social e ambiental.
As políticas do Governo aniquilam por completo este potencial.
Com intervenções dos dirigentes do PEV, André Martins, Dulce Arrojado, Francisco Madeira Lopes, Manuela Cunha e de Ana Catarina Correia, dirigente da Ecolojovem.
Com Os Verdes, há alternativas a estas políticas!!!
Partido Ecologista Os Verdes, Uma Força de Esperança, Uma Força de Mudança!!!
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