Ecolojovem - «Os Verdes» volta a marcar presença no Acampamento Nacional pela Paz, em Avis




A Ecolojovem - «Os Verdes» vai participar pelo 3º ano consecutivo no Acampamento em Avis, organizado pela Plataforma “Juventude com Futuro é com a Constituição do Presente”, Plataforma que a Ecolojovem - «Os Verdes» integra desde o seu início. O Acampamento Nacional pela Paz vai decorrer nos dias 27, 28 e 29 de Julho, na barragem do Maranhão, em Avis, e será um grande momento de debate, convívio e partilha de experiências entre os jovens, na defesa da Constituição da República Portuguesa.

No ano que passou desde a realização do último acampamento, as ofensivas à Constituição da República Portuguesa agravaram-se, nomeadamente no que toca aos direitos da juventude nela consagrados.

A Plataforma e todas as organizações que dela fazem parte, têm como objetivos centrais a afirmação da Constituição da República, dos direitos nela consagrados e da necessidade da sua efetivação, principalmente nos dias de hoje, em que vivemos num quadro de dificuldades agravadas para os jovens e para a população portuguesa em geral.

É indispensável dar a conhecer a Constituição da República aos jovens e realizar iniciativas de promoção da Plataforma. Desde a sua apresentação pública muitas e diversificadas foram as iniciativas realizadas, seja no âmbito da Educação, Trabalho, Cultura, Desporto, Habitação, Ambiente, sempre com os direitos da CRP como pano de fundo.

O Acampamento Nacional pela Paz é mais uma ocasião de levar aos jovens a Constituição da República Portuguesa e de os envolver na luta pelos seus direitos. Os jovens vivem hoje, num mundo ameaçado pela insegurança e pela guerra, sendo urgente afirmar a Paz, como direito fundamental da juventude.

O Acampamento surge assim como um momento ideal para o debate e convívio entre jovens de todo o país e como um espaço privilegiado para a troca de experiências, com momentos lúdicos, culturais, desportivos, entre outros. Contará com a presença de várias organizações da Plataforma e será um espaço de discussão entre os jovens e as várias organizações sobre a situação atual do país e do mundo, para além de diversas atividades como torneios desportivos, canoagem, peddy paper, workshops variados, etc.

Durante estes dias realiza-se, também em Avis, a Feira Franca, onde serão passadas as noites do Acampamento, com distribuição de documentos e contacto com os jovens.

A Ecolojovem - «Os Verdes» marca assim presença em mais um Acampamento pela Paz e luta ao lado de muitas outras organizações pelo efetivo cumprimento de todos os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.


A Ecolojovem – «Os Verdes»
Lisboa, 27 de Janeiro de 2012

“Os Verdes” solidários com greves, lutas e manifestações de protestos travadas neste país – médicos, professores, agricultores, etc…


A adesão sem par dos médicos à greve destes últimos 2 dias, a manifestação dos enfermeiros realizada na passada semana contra os salários de miséria, a manifestação dos professores realizada ontem em Lisboa, a de agricultores do Douro que teve lugar na Régua, assim como os inúmeros protesto levados a cabo por profissionais e utentes contra o encerramento de serviços na área da justiça, da saúde e dos transportes, são a expressão inequívoca do descontentamento que alastra na sociedade portuguesa contra as medidas de austeridade e as políticas seguidas por este governo.

Estas políticas estão a abalar fortemente direitos constitucionais fundamentais (direito ao trabalho, à saúde, à educação, à justiça, à mobilidade…), a levar à destruição da capacidade produtiva do país, nomeadamente no setor agrícola, e a gerar a paralisação total da economia nacional, com consequências sociais dramáticas, cujo um dos principais reflexos é o crescimento assustador do número de desempregados.

Para “Os Verdes”, a necessidade de inverter esta situação é urgente e terá que passar obrigatoriamente por uma renegociação da dívida e pela promoção de políticas que redinamizem a economia nacional. Por isso, “Os Verdes” saúdam todas as lutas travadas pelos trabalhadores deste país, dos médicos aos agricultores, e ainda pelos utentes dos serviços públicos, pois só com a intensificação destas lutas o governo recuará e renegociará os acordos com a troika que tão penosos estão a ser para os trabalhadores deste país e que estão a hipotecar o seu futuro e a sua soberania.

O Partido Ecologista “Os Verdes”
Lisboa, 13 de Julho de 2012

Programa do Acampamento pela Paz




Já saiu o Programa do Acampamento pela Paz! 

Teatro, Música, Desporto, Debates... 

Dias 27, 28 e 29 de Julho na Barragem do Maranhão, em Avis!



Programa do Acampamento pela Paz*



- Sexta-feira, 27 de Julho -

A partir das 16h
Recepção aos participantes
Convívio no Parque de Campismo
Teatro ao ar livre

- Sábado, 28 de Julho -
Manhã desportiva: 
- Torneio de futebol
- Torneio de Voleibol
- PeddyPaper
14h - Debate
17h - Workshop de Música
- Jogo de dinâmicas
20h - Jantar
21h - Feira Franca de Avis (entrada incluída no preço do Acampamento)

- Domingo, 29 de Julho - 
10h - Pintura de mural "Defender a Constituição do Presente é lutar pela igualdade no futuro"
14h - Cerimónia de encerramento, entrega de troféus

*Programa provisório, a completar

Não faltes! Inscreve-te já!

Nota de imprensa de “Os Verdes” - Sobre os resultados dos exames nacionais 2012




O Partido Ecologista “Os Verdes” considera muito preocupantes os resultados dos exames nacionais do Ensino Secundário realizados em Junho deste ano (1ª Fase): nas quatro provas que apresentaram mais alunos inscritos (Português, Biologia/Geologia, Física e Química A e Matemática A) as médias totais foram todas negativas (ficaram abaixo de 10, numa escala numérica de 0 a 20 valores). Em Português, se observarmos os resultados dos últimos 15 anos, este foi o segundo pior resultado de sempre (com uma média de 9,5), só sendo ultrapassado pelo do ano passado (com uma média de 8,9).

Nas disciplinas que servem de prova de ingresso aos cursos da área da saúde, Biologia/Geologia e Física e Química A, as médias também são negativas: respetivamente 9,3 e 7,5. Este último resultado (de Física e Química A) é mesmo o pior de todas as 25 disciplinas sujeitas a exame nacional e é o segundo pior de toda a história dos exames em Portugal. Por comparação a 2011, a taxa de reprovações nesta disciplina subiu 50% (passou de 16 para 24%), enquanto em Biologia/Geologia passou de 7 para 10%. Finalmente, também em Matemática A registou-se a pior média dos últimos seis anos: houve uma queda de cinco pontos por comparação a 2011 (a média passou de 9,2 para 8,7).

“Os Verdes” consideram urgente obter respostas para a pergunta que se impõe fazer: quais são as causas deste panorama tão negativo? Uma das causas é certamente a forma como os exames são elaborados pelo GAVE: a ambiguidade de várias questões dos exames, bem como o carácter restritivo dos critérios de correção, mostram como se procurou corresponder à propalada necessidade de “exigência e rigor”, criando questões que são armadilhas onde muitos alunos caíram. Outra das causas porém, talvez a mais importante, foi a de que este ano, pela primeira vez, os alunos foram obrigados a realizar todos os exames na 1.ª fase. Enquanto nos anos transatos os alunos tinham a possibilidade de distribuir pelo calendário de exames as provas que iriam realizar (fazendo algumas na 1ª fase e deixando outras para a 2ª), possibilitando-lhes assim um estudo mais prolongado no tempo, este ano tiveram que fazê-las todas num prazo recorde de seis dias úteis. Que vantagens resultaram desta alteração? As consequências negativas (leia-se, os resultados deste ano) essas estão agora bem à vista.

Ora em setembro próximo passa a ser obrigatória a frequência do 10º ano de escolaridade, para todos os jovens que acabam de concluir o 9º ano, sendo que é urgente alertar a sociedade portuguesa para a necessidade de nos mobilizarmos, para este tão importante e decisivo passo que temos de dar.

O assumir do prolongamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano constitui uma decisão política relevante, que corresponde a uma vontade social em irmos mais além como Nação, na nossa capacidade coletiva de escolarizarmos e qualificarmos as gerações futuras, num momento em que o conhecimento constitui cada vez mais um fator distintivo dos indivíduos e dos povos. Este fenómeno que ora se verificou uma vez mais nos exames nacionais, é gerador de desmotivação e abandono escolar precoce, o que reverte em desfavor da equidade e da eficácia do sistema, das condições para a universalização da escolaridade obrigatória de 12 anos e das nossas possibilidades de cumprimento das metas com que nos comprometemos a nível europeu.

Assim, estudos internacionais referem que, se considerarmos a população entre 18 e 24 anos que não se encontra a frequentar qualquer estabelecimento de ensino e que obteve no máximo o 3º ciclo do ensino básico, verificamos que enquanto na UE27, a média é de 13,54%, em Portugal é de 23,29%. A meta europeia para 2020 é menos de 10%. Outra medida internacional refere que a população que tem 20-24 anos e que completou pelo menos o ensino secundário representa 79,5% na média da UE27 e 64,4% em Portugal (2011). A meta europeia para 2010 era de 85%. Estes dados permitem-nos concluir que estamos desfasados 25% das mesmas, e assim, tendencialmente nos continuaremos a afastar das mesmas.

De uma forma mais geral, importa problematizar o modo com este governo encara a educação e, dentro desta, a questão da avaliação. Não basta ao Sr. Ministro da Educação, Nuno Crato, assumir que está insatisfeito com os resultados dos exames nacionais ou classificá-los como “um pormenor” em todo o sistema educativo (um pormenor que “pesa” apenas 30% nas classificações dos alunos na conclusão do Ensino Secundário e que chega a valer 50% das médias de acesso a muitos cursos do Ensino Superior), assim procurando desvalorizar estes preocupantes resultados. Importa, sim, por em causa este excessivo peso atribuído aos Exames Nacionais e enfatizar que a principal função da avaliação é a de melhorar as aprendizagens dos alunos e, concomitantemente, o ensino dos professores. Importa denunciar que, na ótica deste governo, a ênfase tem estado centrada apenas no desenvolvimento da avaliação externa (como comprova a introdução dos exames nacionais no final dos 1º e 2º ciclos), quando deveriam ser privilegiadas estratégias de avaliação formativa que contribuíssem para que professores e alunos pudessem ensinar e aprender de forma mais significativa, no âmbito de uma cultura de sucesso na qual todos os alunos podem aprender e atingir bons resultados.

Por fim, o PEV não quer deixar de manifestar a sua total solidariedade para com os professores que hoje se manifestam em Lisboa, alertando para o despedimento de docentes, para o aumento de horários zero nas escolas, em defesa da escola pública, por melhores condições de ensino e contra a desvalorização social a que a classe tem sido sujeita por este Governo.


O Partido Ecologista “Os Verdes”
Lisboa, 12 de Julho de 2012

Acampamento Nacional pela Paz - Avis 2012 - Ecolojovem marca presença



A Plataforma comemorativa dos 35 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP)“Juventude com Futuro é com Constituição do Presente!”, realiza, nos dias 27, 28 e 29 de Julho, mais um Acampamento Nacional pela Paz, na barragem do Maranhão, em Avis. 

No ano que passou desde a realização do último acampamento, as ofensivas à Constituição da República Portuguesa agravaram-se, nomeadamente no que toca aos direitos da juventude nela consagrados.
As subscrições do Manifesto da plataforma têm vindo a aumentar, pela parte de várias estruturas e organizações de destaque nacional, que trabalham nas mais diversas áreas pela concretização e efectivação dos mais profundos anseios e aspirações da juventude.

Temos como objectivos centrais a afirmação da Constituição da República, dos direitos nela consagrados e da necessidade da sua efectivação, principalmente nos dias de hoje em que vivemos num quadro de dificuldades agravadas para os jovens e para a população portuguesa em geral.

É indispensável dar a conhecer a Constituição da República aos jovens e realizar iniciativas de promoção da Plataforma.
Desde a sua apresentação pública muitas e diversificadas foram as iniciativas realizadas, seja no âmbito da Educação, Trabalho, Cultura, Desporto, Habitação, Ambiente, sempre com os direitos da CRP como pano de fundo.

O Acampamento Nacional pela Paz é mais uma ocasião de levar aos jovens a Constituição da República Portuguesa e de os envolver na luta pelos seus direitos. Os jovens vivem hoje, num mundo ameaçado pela insegurança e pela guerra, sendo urgente afirmar a Paz, como direito fundamental da juventude.

O Acampamento surge assim como um momento ideal para o debate e convívio entre jovens de todo o país e como um espaço privilegiado para a troca de experiências, com momentos lúdicos, culturais, desportivos, entre outros. Contará com a presença de várias organizações da Plataforma e será um espaço de discussão entre os jovens e as várias organizações sobre a situação actual do país e do mundo, para além de diversas actividades como torneios desportivos, canoagem, peddypaper, workshops variadas, etc.

Durante estes dias realiza-se, também em Avis, a Feira Franca, onde serão passadas as noites do Acampamento, com concertos de "Tim", "The Gift" e "Terrakota", entre outros.

Assim a Plataforma “Juventude com Futuro é com a Constituição do Presente”, vem por este meio, convidar a vossa a organização/associação a participar neste momento em que a exigência do cumprimento dos nossos direitos presentes na Constituição da República estará associada à diversão e alegria, características sempre presentes na juventude.

Para mais informações podem enviar mail ou consultar:
- www.35anoscrp.wordpress.com
- www.facebook.com/35anoscrp

Da Plataforma Juventude com Futuro é com a Constituição do presente fazem jáparte: 

- AJOV;
- Associação Jovem Valor;
- Arruaça Associação Juvenil;
- Associação de Bolseiros de Investigação Científica;
- Associação de Estudantes da Escola Profissional de Ciências Geográficas, Lisboa;
- Associação de Estudantes da Escola Secundária Gil Vicente, Lisboa;
- Associação de estudantes da Escola  B/S Professor Mendes dos Remédios, Nisa;
- Associação de Estudantes da Escola Superior de Artes e Design, Caldas da Rainha;
- Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências, UP;
- Associação de Estudantes da Faculdade de Letras, UL;
- Associação Fronteiras;
- Associação Pioneiros de Portugal;
- Associação Recreativa e Cultural de Músicos;
- Associação de Trabalhadores Autárquicos de Faro;
- CÍVIS - Associação para o aprofundamento da Cidadania;
- Conselho Português para a Paz e Cooperação - CPPC;
- Ecolojovem- “Os Verdes”;
- Escola Futebol Feminino de Setúbal;
- Interjovem Distrital de Lisboa/USL;
- Interjovem Distrital do Porto/USP;
- Jovens Ferroviários – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário;
- Juventude Comunista Portuguesa;
- Juventude Operária Católica;
- Movimento Democrático de Mulheres -MDM
- MOJU - Associação Movimento Juvenil em Olhão;
- Opus Gay;
- Ordem da Cavalaria do Sagrado Portugal;
- Projecto Ruído - Associação Juvenil;
- Sindicato de Hotelaria do Algarve;
- Sindicato de Hotelaria e Similares do Sul;
- Teatro Fórum de Moura;
- União de Resistentes Anti-Fascistas Portugueses;
- União de Sindicatos de Beja.

À semelhança de anos anteriores, a Ecolojovem- «Os Verdes» vai participar no Acampamento Nacional pela Paz, em Avis.
O Acampamento vai decorrer entre os dias 27 e 29 de Julho, repleto de muito convívio, debates e diversão.
Este ano, com a realização da Feira Franca de Avis, vamos conjugar o acampamento com esta Feira de Avis https://www.facebook.com/events/461800407165592/
A Ecolojovem - «Os Verdes» integra a Plataforma 35º aniversário CRP: “Juventude com Futuro, Constituição do Presente”, porque entendemos que o cumprimento da nossa Constituição é o imperativo para uma Juventude com Futuro!

Convidamos-te a estar presente neste Acampamento, e a integrar esta luta pelo efetivo cumprimento da CRP!

Para mais informação, consulta: https://www.facebook.com/35anoscrp
http://35anoscrp.wordpress.com/
e não hesites em contactar-nos!

Ecolojovem - «Os Verdes»

Intervenção de José Luís Ferreira sobre recibos verdes

Intervenção do Deputado do PEV, José Luís Ferreira, proferida na Assembleia da República a 21 de Junho de 2012 - sobre o falso trabalho temporário e as injustiças a que os trabalhadores a falso recibo verde estão sujeitos

INSCREVE-TE JÁ!!!


Guarda, preenche e envia para: 35anoscrp@gmail.com, ou para o email da nossa ecolojovem: ecolojovem@osverdes.pt

Heloísa Apolónia - educação


Intervenção da Deputada do PEV, Heloísa Apolónia, proferida a 22 de Junho na Assembleia da República, no âmbito do debate temático sobre a a situação na Escola Pública - confronta Nuno Crato com despedimentos de professores e falta de autonomia nas escolas, por falta de recursos. Refere ainda o aumento do número de alunos por turma e a redução da componente prática do ensino "Verifica-se um retrocesso no ensino em Portugal, a um passado que não se quer voltar a viver e conhecer".

Impulso Jovem: Ecolojovem - «Os Verdes» alerta para impactos do programa





O Governo aprovou recentemente o Programa Impulso Jovem 2012, apresentado como solução para combater o desemprego jovem. Contudo, este programa não passa de um conjunto de medidas avulsas em que o Governo promove uma política de salários baixos e de precariedade.


A Ecolojovem - «Os Verdes» considera que este programa, que consiste no financiamento de empresas que empreguem jovens trabalhadores, através de contratos precários ou em regime de estágio, trará mais precariedade, exploração e desemprego, uma vez que, quando acabar o financiamento, os jovens ficarão novamente no desemprego e sem direito ao subsídio de desemprego.

Para a Ecolojovem - «Os Verdes» é urgente combater o desemprego jovem, que já ultrapassa os 36%, mas com medidas efetivas de promoção de emprego e de trabalho com direitos, e não com medidas avulsas que não passam de propaganda e que em nada vêm resolver o problema do desemprego, antes criam mais desemprego e precariedade.

Perante esta propaganda é fundamental esclarecer e alertar para o resultado do Programa Impulso Jovem 2012, que não responde às reivindicações dos jovens.

A Ecolojovem - «Os Verdes» continuará a defender os direitos dos jovens e participará na manifestação da CGTP “Contra a exploração e o empobrecimento” no próximo Sábado, dia 16 de Junho,  em Lisboa.

A Ecolojovem - «Os Verdes»

Debate de atualidade sobre o abandono do ensino superior por falta de meios económicos


Intervenção da Deputada Heloísa Apolónia
- Assembleia da República, 18 de Abril de 2012 –


1ª Intervenção
Sr.ª Presidente, Sr. Secretário de Estado, gostava de lhe perguntar diretamente se é capaz, aqui, nesta Casa, de reafirmar aquilo que o Sr. Deputado Duarte Marques, do PSD, acabou de afirmar, ou seja, que o Governo entende não pagar as bolsas devidas as estudantes por causa da crise. Gostava de saber se o Sr. Secretário de Estado é capaz de refirmar isso…
Sim, o Sr. Deputado disse que estamos em crise, por isso… Disse sim, Sr. Deputado!
Então, como é que o Sr. Deputado vai explicar aos estudantes o encaixe que o Governo fez de 12 000 milhões de euros na banca e, agora, vem aqui dizer, com essa suprema lata, que não tem dinheiro para bolsas por causa da crise?!..
Foi o que disse! Sim, foi! Desculpe, Sr. Deputado, mas há limites para tudo!
O Sr. Deputado também veio aqui dizer que o Governo fez tudo. Quem ouviu o Sr. Deputado pensará que é impossível fazer mais, que toda a gente tem direito tem bolsa! Sr. Deputado, que grande mentira! Todos aqui sabemos, até o Sr. Deputado, que há pessoas que precisam de bolsa e não têm acesso à bolsa! Sabemos ou não Sr. Deputado? Sabemos, Sr. Secretário de Estado!
Portanto, não vale dizer tudo, para que fique encaixado na cabeça das pessoas como se fosse uma parangona publicitária, porque não é disso que estamos aqui a falar; estamos a falar de política e a política é uma coisa séria. A política mexe com a vida concreta das pessoas e a vida concreta dos estudantes é que muitos tinham de estar a receber bolsa para estudar e não estão a recebê-la. Conclusão: muitos abandonam o ensino superior!
Confesso que fico estupefacta com as reações sucessivas do Governo a esta história. É que confrontado, designadamente por Os Verdes, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, o Sr. Ministro foi capaz de nos dizer que não tem informação sobre o número de estudantes que estão a abandonar o ensino superior, assim como se fosse uma realidade perfeitamente paralela a esta causa, e depois o Governo veio dizer que não, que não está a aumentar o número de estudantes que abandonam o ensino superior. Porém, depois, aquilo que chega permanentemente à Assembleia da República é que esse número está a aumentar e quem está no terreno percebe que esse número está a aumentar de forma profundamente significativa, o que não admira, porque as condições de vida resultantes da ação e das opções políticas deste Governo agravam a situação das famílias, tornando-as mais carenciadas do ponto de vista económico.
É extraordinariamente difícil, Sr. Secretário de Estado, ter um filho no ensino superior, é extraordinariamente caro. Aliás, Portugal é dos países mais caros, se formos por essa Europa fora, ao nível do ensino para custos familiares. Isto é grave! É extraordinariamente grave!
O Sr. Secretário de Estado, com certeza, não nega que o corte profundo no Orçamento do Estado de 2012 para o Fundo de Ação Social Escolar tinha de ter repercussões. O «bolo» é menor, logo, teria de atingir menos pessoas! Bom, certo é que já ninguém nega esta realidade — ninguém, nem a Igreja católica! É impossível! Toda a gente percebe! Este Governo está a fomentar no País um ensino superior profundamente elitista, ou, dito por outras palavras, só os ricos poderão frequentar o ensino superior, os pobres sairão do ensino superior.
Isto não é democrático, Sr. Secretário de Estado, nem é digno de um País desenvolvido.

2ª Intervenção
Sr.ª Presidente, Sr. Secretário de Estado, assim não dá para debater.
O Sr. Secretário de Estado disse aqui: «A informação que eu tenho das instituições de ensino superior é que o número de abandono não está a aumentar, mas eu sei que este número não corresponde à realidade». Disse isso, não dizendo que está a aumentar; sabe é que aqueles dados que foram enviados pelas instituições podem não corresponder, de facto, à realidade do abandono.
Ou seja, aquilo que o Sr. Secretário de Estado vem dizer é que não tem dados sobre o abandono dos estudantes do ensino superior.
Portanto, o Sr. Secretário de Estado vem desarmado de informação para um debate que sabia que ia acontecer, pelo que teria, necessariamente, de se ter preparado para nos dar a informação devida. E conhecer a situação é ou não uma obrigação do Ministério da Educação?
Mesmo sem debate — vamos fingir que o debate não estava a acontecer —, é fundamental que o Ministério da Educação atente naquela que é a realidade daquele que está sob a sua tutela. O Ministério da Educação tem obrigação de procurar os dados reais da realidade.
O Sr. Secretário de Estado vem dizer que o atraso na resposta às bolsas não é da responsabilidade do Ministério da Educação e «chuta» para os serviços sociais. Assim não dá, Sr. Secretário de Estado. «Mandar a bola» para o lado é o mais fácil, mas não é aquilo que responde às necessidades.
É claro que o Ministério da Educação tem responsabilidade de conhecimento, tem responsabilidade de perceber porque é que as coisas acontecem e tem responsabilidade de encontrar soluções e ajudar a encontrar soluções para que as coisas aconteçam de forma correta e, fundamentalmente, que não aconteçam de forma a prejudicar sobremaneira os estudantes que estão com amplas dificuldades económicas e que, a largos meses do início do ano letivo, não tinham sequer ainda uma resposta sobre se teriam ou não acesso a bolsa e, portanto, se poderiam ou não prosseguir os seus estudos e concluir esse ano letivo.
Sr. Secretário de Estado, há muitas pessoas da minha geração, e até mais novas do que eu, a dizer que se fosse hoje, se estivessem na geração de hoje do ensino superior não teriam condições para prosseguir os seus estudos. Porquê? Porque é perfeitamente visível que as condições de hoje para estudar são muitíssimo mais difíceis do que eram há uns anos atrás. Ou seja, as condições pioraram, os cidadãos portugueses, os jovens portugueses perderam direitos de acesso, de frequência e de sucesso no ensino superior. E dirá o Sr. Secretário de Estado: «São eles que perdem!». Não, é o País que perde, Sr. Secretário de Estado, e é sobre isso que nós também devemos falar. É que o futuro do País não pode esperar.
O futuro do País não pode fazer agora um intervalo e dizer «vamos lá aguardar até que passe a crise», porque os senhores não estão a fazer nada para que passe a crise. Não, não pode ser! Os jovens de hoje têm direito de acesso, de frequência e de sucesso no ensino superior e o País só terá a ganhar com essa qualificação.
Portanto, Sr. Secretário de Estado ponham-se a conhecer e ponham-se a mexer.

APOIO A PETIÇÃO: centenas de bolseiras/​os de investigaç​ão não recebem há meses!

CARTA ABERTA: SEM CIÊNCIA NÃO HÁ FUTURO

Mais de uma centena de pessoas - bolseiras da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), docentes universitários e outras - divulgaram hoje (25 de Maio) uma carta aberta ao Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato dando conta da situação de atrasos no pagamento de vencimentos, renovação de contratos de bolsas e no reembolso das prestações de Seguro Social Voluntário dos bolseiros da FCT.
As pessoas signatárias apelam à adoção urgente de medidas que resolvam estes problemas e também à implementação de uma política de incentivos conducente à criação de um mercado de trabalho que absorva a mão-de-obra altamente qualificada e o seu saber. Entre os promotores da carta encontram-se a Comissão de Bolseiros da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Associação de Bolseiros de Investigação e Ciência (ABIC), o Núcleo de Bolseiros da Universidade de Aveiro e os Precários Inflexíveis (PI).

Assinar a carta aberta aqui
Evento no Facebook aqui

XII Convenção do Partido Ecologista "Os Verdes" - Intervenção sobre a situação política nacional



Saudações a todos os companheiros e companheiras, uma forte saudação a todo o STAAF que permitiu o grande êxito desta XII convenção do Partido Ecologista os Verdes. Um muito obrigado.
Companheiros nos dias de hoje, teremos que estar unidos e lutar agressivamente contra estas politicas impostas ao povo português. CUSTE O QUE CUSTAR…..
Este governo PSD/CDS-PP, que está promover um recuo sem precedentes das condições de vida dos portugueses das suas famílias e que esta a hipotecar o futuro do país.
Os trabalhadores sofrem brutais cortes nos salários, assistem ao roubo dos subsídios de desemprego, de doença, da maternidade e do abono de família e a subida generalizada do custo de vida.
Eles sabem, como eu sei, assim como todos os portugueses sabem, que as suas politica de privatizações estão a liquidar o património português que é de todos, e que serão os trabalhadores, os docentes, o próprio país a saírem prejudicados, com claros ganhos e inadmissíveis benefícios para os grandes grupos económicos e financeiros.
A lei das rendas que só levara ao despecho de varias famílias, e a par disto existe a criação de condomínios de luxo para os mais ricos na zonas nobres das cidades. O projeto para extinguir freguesias, escolas, serviços públicos, só tem como fim a desertificação do país.

EMIGREM….. É o conselho que o primeiro ministro, deixa aos portugueses. eles são os responsáveis desta crise, os que governaram o país nas últimas décadas, que implantaram uma politica de destruição do aparelho produtivo, agricultura, nas pescas, crimes contra o próprio meio ambiente e exemplos não nos faltam, cerca de 2000 Sobreiros, o Freeport…. Mas cuidado companheiros a desinformação é um instrumento incontornável deste governo de propagandear a sua ideologia ultra liberal que marca os tempos em vivemos.

Companheiros,
este governo quer roubar os portugueses, direitos sociais.
Propagam a ideia que os direitos sociais são inimigos do economia, quando foram estes a potenciar o desenvolvimento do país foi a segurança social, que tirou da absoluta miséria e total desproteção, milhões de portugueses, e abriu portas a uma vida mais digna.
Companheiros, foi o Serviço Nacional de Saúde que reduziu a mortalidade infantil e melhorou a qualidade de aumento da esperança média de vida. Foi o acesso universal e gratuito à educação que tirou milhares e milhares do analfabetismos e elevou os níveis de escolaridade e conhecimentos académicos.

Companheiros
este é um governo que diz não ter dinheiro para os direitos socias, mas ao qual não falta para pagar juros elevadíssimos, como fica patente nos mais de 35 mil milhões de euros a pagar pela dita ajuda externa, e aos 744 milhões pagos só nos 3 primeiros meses deste ano, valor superior ao da totalidade dos subsídios de proteção como o desemprego. Ao mesmo tempo a verba que a Caixa Geral de Depósitos não depôs para apoiar a Pequenas e Médias Empresas, não faltou com o capital para o Grupo Melo financiar o controle da Brisa.

Ao contrário do que o governo e o grande patronato afirmam que é falsa a ideia de que há rigidez a mais no mercado de trabalho, e que há pouca adaptação dos trabalhadores ao ciclo económico.

Os trabalhadores não são peças descartáveis para se usar e deitar fora, conforme o mercado. são homens, mulheres e jovens que exigem serem respeitados e valorizados. Não é com mais desregulamentação e exploração, com novas formas de trabalho gratuito, com despedimentos mais fáceis e baratos que ira promover o crescimento económico e se reduzir o desemprego.

Este tempo não é para hesitações. É tempo de lutar contra todo o tipo de agressão por parte deste governo. Há alternativas, que podem assegurar ao pais um rumo de progresso e justiça social. Para a sua concretização é fundamental o esclarecimento e a mobilização de todos os companheiros, mais proximidade junto da população.

A razão e a justiça das nossas posições não só por si, suficientes para forçar a mudança de politica.

Companheiros temos de lutar.

Temos de intensificar a nossa acção em todos os locais, em todos os estratos sociais.

É este o rumo que vejo que teremos que tomar face á realidade dos dias de hoje.

Viva o Partido Ecologista Os Verdes.

Viva a Democracia.

Alverca – Escola Secundária Infante Dom Pedro

“Os Verdes” questionam Governo sobre pagamento de renda
 
O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Educação e Ciência, sobre o pagamento de renda, por este Ministério, relativo à antiga Escola Secundária Infante Dom Pedro, situada em Alverca e desativada desde Abril de 2010.

PERGUNTA:

Num período em que é exigido a todos os Portugueses cada vez mais sacrifícios, o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” tomou conhecimento, através de um órgão de comunicação social, que o Ministério da Educação e Ciência continua a pagar uma renda de um estabelecimento de ensino que encerrou em Abril de 2010.

O estabelecimento de ensino, a antiga escola Secundária Infante Dom Pedro, situado no centro de Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, está ao abandono, tem sido vandalizado, por várias vezes, tem sido local de pernoita para várias pessoas e está a gerar um clima de insegurança e preocupação junto da população.

Segundo o órgão de comunicação social a Junta de Freguesia de Alverca já questionou a Direção Regional Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) e nada foi feito.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª a Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Educação e Ciência possa prestar os seguintes esclarecimentos:
1 – Que motivos levam a que o Ministério da Educação e Ciência continue a pagar uma renda pelo arrendamento do terreno quando a escola foi desativada em Abril de 2010?
2 – Qual é o valor da renda em questão?
3 – Os pré-frabricados são propriedade do Ministério da Educação e Ciência?
4 – Qual a desvalorização, devido aos atos de vandalismo, que sofreram os pré-fabricados?

O Grupo Parlamentar “Os Verdes”
O Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
Lisboa, 26 de Maio de 2012