Tomada de Posição Sobre a 76ª Assembleia Geral do Conselho Nacional de Juventude

No passado dia 19 de Novembro de 2017, a Assembleia Geral do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) reuniu em Lisboa para discutir diversas temáticas de entre as quais a suspensão de Organizações de Pleno Direito e de Organizações Associadas deste órgão nacional, que tem como objectivo a representação da juventude a nível nacional.

Exactamente pelo CNJ ter como função a representação da juventude portuguesa a nível nacional, a Ecolojovem participa e considera que o maior objectivo desta organização é a sua ampliação a nível nacional, o seu alargamento e a sua intervenção nos espaços de juventude.

No entanto, na 76ª Assembleia Geral desta organização, a Assembleia Geral votou favoravelmente a suspensão de organizações membro com base em dados falsos dados pela direcção do CNJ, e com base no desconhecimento da situação actual de algumas destas organizações.

Assim, a Ecolojovem – Os Verdes, vem por este meio desvincular-se publicamente desta decisão da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Juventude pelos seguintes motivos:
  • A nossa organização não se encontrava devidamente informada relativamente ao processo elencado que deu origem à suspensão das organizações;
  • Esta suspensão não foi feita com base nos estatutos do CNJ, nem aprovada outra metodologia pela Assembleia Geral, entrando, assim, em incumprimento com a legislação portuguesa em vigor;
  • À luz de informações que nos foram posteriormente fornecidas por outras organizações, as informações que foram dadas à Assembleia Geral do CNJ relativamente às organizações em risco de suspensão eram falsas;
  • O CNJ tem enquanto objectivo o alargamento da sua plataforma e não a sua restrição;
  • A suspensão destas organizações foi feita em bloco, ou seja, todas juntas, juntado não só organizações que já não existem, como organizações que estavam presentes na Assembleia Geral do CNJ ou juntando organizações de pleno direito e organizações associadas, que sendo os seus critérios de admissão ao CNJ diferentes, segundo a lei, e pelo bom senso, os seus critérios de suspensão têm de ser igualmente diferentes.
A Ecolojovem irá continuar a pugnar para que o Conselho Nacional de Juventude seja uma plataforma plural, inclusiva e democrática, e que esteja no centro das necessidades da juventude portuguesa.

21 de Novembro de 2017,
Coordenadora Nacional da Ecolojovem – Os Verdes

Conclusões da Reunião da Ecolojovem

A Ecolojovem reuniu no passado dia 11 de Novembro no Porto, com o objectivo de debater temáticas relacionadas com a juventude e com o ambiente no contexto actual.

De entre os temas debatidos, a Ecolojovem realça os seguintes tópicos:

Associativismo Jovem
A Ecolojovem entende que são cada vez mais os entraves colocados ao associativismo jovem, sobretudo através da burocratização dos processos, o que faz com que a maioria dos jovens se afastem da intervenção cívica nas associações. Por outro lado, são diversas as queixas que a Ecolojovem tem recebido relativamente à formação de associações de estudantes no ensino secundário que colocam em causa a democracia destes órgãos. De entre os quais podemos destacar a influência dos órgãos directivos das escolas nos processos de campanha eleitoral, bem como nos processos de influência sobre determinadas listas concorrentes em detrimento de outras.
A Ecolojovem entende que é necessário tomar acção relativamente a estas matérias e garantir que os processos democráticos que aos jovens dizem respeito, devam ser por estes decididos.

Refeições Escolares
Após as últimas notícias relativamente à qualidade e à integridade das refeições servidas nas cantinas escolares e considerando as diversas queixas que ao longo dos anos a Ecolojovem tem recebido relativamente a esta matéria, os jovens ecologistas consideram que é necessário tomar acção urgente de revisão das políticas de alimentação escolar, uma vez que estamos a falar da segurança alimentar de milhares de jovens no nosso país.
Por outro lado, a Ecolojovem considera injustificável que aqueles que tentam divulgar e combater o problema sejam posteriormente castigados como forma de silenciamento e utilizando a arma do medo para garantir que não existam repercussões a nível nacional.

Educação Sexual
A Ecolojovem considera que a educação sexual continua a não ter expressão no ensino no nosso país, apesar da legislação e do comprometimento dos agentes educativos em debater estas matérias.
Acreditamos que é através da educação que se constrói uma sociedade justa e equitativa e que a Educação Sexual é um direito para todos os jovens, pois permite que estes esclareçam muitas dúvidas junto de técnicos especializados e garantindo, assim, a sua segurança sexual.

Incêndios Florestais
Os jovens ecologistas consideram gravoso que após a tragédia de Pedrógão Grande em Junho deste ano, a mesma desgraça se tenha vindo a sentir escassos meses depois. É do nosso entender que isto espelha uma política que não está comprometida na resolução dos problemas da floresta portuguesa, embora os avisos que os Verdes têm deixado ao longo dos últimos anos relativamente às questões da floresta.

A Ecolojovem solidariza-se com todas as vítimas dos incêndios e seus familiares, bem como com todos os bombeiros e agentes da protecção civil que tomaram parte no combate a estas tragédias.

Seca e Alterações Climáticas
A situação das alterações climáticas preocupa cada vez mais os jovens ecologistas, uma vez que neste momento coloca em causa a vida de diversos seres no nosso país, inlcuíndo pessoas.
A seca que se faz sentir neste momento afecta duramente a agricultura, as aves migratórias, a recuperação de terrenos ardidos, a climatização do país e coloca em causa a capacidade das reservas de água potável, podendo dar origem a fortes problemas económicos e sociais.
A Ecolojovem considera que é necessário e urgente sensibilizar as populações e os agentes políticos para estas questões. É necessário que o Governo tome acção rápida e concreta na resolução destas situações.


Acreditamos que neste momento a prioridade é a reflorestação das áreas ardidas com fauna autóctone que permita a absorção de CO2, a emissão de oxigénio e a regularização da climatização típica portuguesa.