Sobre a Reunião da Ecolojovem – Os Verdes de 9 de Julho de 2016 no Porto




Na reunião da Ecolojovem – Os Verdes, que decorreu hoje, dia 9 de Julho de 2016 no Porto, a juventude do Partido Ecologista – Os Verdes debateu diversas questões sobre a política nacional, da qual de destacam os seguintes pontos:

·         O brexit. O resultado deste referendo demonstrou, mais uma vez, que a União Europeia (UE) não está feita à medida dos povos e reflecte a insatisfação das populações em relação a este projecto europeu;

·         A Cimeira da NATO que decorreu nos dias 8 e 9 de Julho, em Varsóvia mereceu a atenção dos jovens ecologistas. Numa altura em que se multiplicam situações de guerra, de conflito e insegurança, os povos precisam de paz e não de mais guerra. Para os jovens ecologistas é inadmissível a participação das forças portuguesas em agressões militares da NATO a outros povos e é urgente o fim das armas nucleares e do extermínio em massa. Por isso, a Ecolojovem subscreveu a tomada de posição do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), bem como estivemos presentes nas iniciativas realizadas em Lisboa e no Porto nestes dias de protesto contra a cimeira;

·         Os jovens ecologistas congratulam-se com a aprovação do projecto aprovado na Assembleia da República para a inclusão de ementas vegetarianas nas cantinas das escolas. Uma reivindicação antiga que poderemos ver incluída no próximo ano lectivo e que permite respeitar não só a opção de escolha de cada indivíduo;

·         A Ecolojovem debruçou-se, ainda, sobre o tema da defesa da escola pública. Para os jovens ecologistas e no ano em que se comemoram os 40 anos da Constituição da República Portuguesa, é necessário defender o direito consagrado nesta lei fundamental que refere o direito ao ensino público, gratuito e de qualidade para todos. É fundamental entender que o acesso ao ensino proporciona a igualdade de oportunidades;

·         A Ecolojovem destaca que a escolaridade é obrigatória até ao 12º ano, porém, o transporte escolar gratuito abrange apenas os alunos até ao 9º ano. É urgente repensar esta questão, principalmente na situação económica em que o país vive, de modo a que o abandono escolar não seja uma realidade motivada por escassos recursos económicos das famílias em que a deslocação se pode evidenciar como um problema.

Dentro das questões mais locais, no âmbito da Área Metropolitana do Porto, destacamos os seguintes assuntos:

·         A Ecolojovem congratula-se pela preservação futura da reserva natural local do estuário do Douro, habitat de espécies protegidas e importante local migratório de aves;

·         A Ecolojovem saúda a decisão de, finalmente, se completar a linha de metro da Trofa, uma exigência antiga e o cumprimento de uma promessa para aquelas populações, que viram a linha ferroviária suprimida aquando da construção do metro do Porto. Acreditamos que este meio de transporte favorecerá o acesso a diferentes serviços e, para os jovens desta população, o acesso a escolas universitárias e eventos culturais.

A Ecolojovem debruçou-se ainda sobre temas como:

·         A participação da juventude ecologista no Acampamento da Paz que este ano se realiza em Silves, no Algarve de 29 a 31 de Julho;
·         A preparação do Acampamento da Ecolojovem que se realiza de 25 a 28 de Agosto sob o tema “40 anos da Constituição da República Portuguesa”, em Castelo Branco.

Ecolojovem - Os Verdes reúne no Porto


A Ecolojovem - «Os Verdes», juventude do Partido Ecologista “Os Verdes”, vai reunir na cidade do Porto no próximo Sábado, dia 9 de Julho, às 14h00,

A reunião, que decorrerá na sede do Partido Ecologista – Os Verdes no Porto, terá como principal objectivo debater a situação política actual e os seus impactos na juventude e no ambiente, assim como discutir e preparar futuras iniciativas da Juventude Ecologista.

Os jovens ecologistas irão, ainda, promover uma acção de contacto com a população no Mercado do Bolhão, relativa ao Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento -TTIP, por volta das 10h45 do mesmo dia.

Desde 2013 que os Estados Unidos da América e a União Europeia negoceiam este acordo em enorme secretismo e, a ser assinado, o TTIP terá muitos impactos negativos a nível social, ambiental, económico e alimentar e de destruição das próprias funções do poder democrático.

Este acordo representa, ainda, a diminuição de padrões de protecção ambiental, a autorização da exploração de gás de xisto (fracking), a venda de produtos químicos não testados, a permissão de OGMs, a desregulação dos níveis de emissões no sector da aviação, entre outras consequências ambientais.