Dia da Floresta Autóctone



Um Ecossistema equilibrado é casa de uma biodiversidade importante para a riqueza natural de um país.

Ao longo de centenas de anos, florestas autóctones têm vindo a ser destruídas para dar local a plantações com maior interesse económico para o grande capital, promovendo uma maior desflorestação com impactos em habitats de inúmeras espécies, circuitos migratórios de aves e o próprio clima.

Também a floresta portuguesa é alvo destes atentados que alteram a paisagem característica do nosso país. A floresta autóctone portuguesa, constituída por sobreiros, azinheiras, castanheiros, loureiros, etc., tem dado lugar a quilómetros de eucaliptais, com vista à rápida produção de celulose para a indústria do papel.

Ao desflorestarmos estamos a contribuir para a perda da biodiversidade do ecossistema, aumentando a erosão do solo, destruindo habitats e muitas vezes, colocando espécies em vias de extinção, destruindo cadeias tróficas que para além da influência negativa no meio ambiente trazem, igualmente, consequências para o ser humano.

A Floresta Autóctone é importante por estar mais adaptada às condições abióticas do meio onde se insere, contribuir para manter o clima e a formação de microclimas onde habitam espécies com características muito particulares, contribuir para reduzir a quantidade de CO2 presente na atmosfera, regular o ciclo da água, ajudar na formação de solo e muitas espécies que constituem a floresta autóctone estão na base de cadeias alimentares.

Por isso, a juventude ecologista não poderia deixar de assinalar este dia como um dia de incentivo à preservação do Meio Ambiente e do equilíbrio dos ecossistemas, casa de todos os seres vivos.

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