Candidatura das Levadas da Madeira a Património da Humanidade


As levadas da Madeira começaram a ser construídas no século XVI, após o início do povoamento do arquipélago, devido à necessidade de trazer grandes quantidades de água das vertentes orientadas a norte, onde abundava este recurso natural, para a irrigação agrícola do lado sul da ilha, de mais fácil ocupação humana e onde se situavam a maioria das plantações, nomeadamente de cana-de-açúcar. As mais recentes levadas datam da década de 1970 para fornecer água às centrais hidroeléctricas.

As levadas madeirenses têm uma extensão de 2150 km de canais, incluindo 40 km de túneis, resultado do engenho de sucessivas gerações na gestão e administração dos recursos hídricos que são propriedade pública, sendo que qualquer pessoa pode caminhar ao longo delas, constituindo uma forma de visitar locais de grande beleza paisagística.

A Ecolojovem congratula-se com a aprovação por unanimidade do Projecto de Resolução do PEV, na Assembleia da República, que recomendava ao Governo o apoio nacional à Candidatura das Levadas da Madeira a Património da Humanidade e o retomar do processo de candidatura das levadas pelo Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, por estas constituírem um património cultural e natural singular no País, que poderá contribuir para um desenvolvimento da actividade agrícola e turística na Região.

70 anos da libertação de Auschwitz


A Ecolojovem não podia deixar passar em branco os 70 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.  

Nesta data, designada pela ONU como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, devem ser recordadas todas as vítimas da barbárie nazi-fascista

Interessa relembrar todos aqueles que sofreram nas mãos dos nazis pelas suas diferenças culturais, religiosas ou políticas.  É necessário afirmar a necessidade da liberdade do ser humano em escolher quem é,  o que pretende fazer e aquilo em que acredita sem que a sua liberdade condicione a dos restantes seres humanos.

Após 70 anos é importante não só relembrar que não se admitem mais campos de concentração num mundo que se diz civilizado,  como também é importante frisar que é necessário o fim da exploração do homem pelo homem, algo que ainda hoje em dia,  infelizmente verificamos.

A Ecolojovem denuncia ainda a imposição de políticas que visam a exploração e a guerra, que levam os povos à fome, à pobreza e à miséria, que alimentam forças exploradoras, racistas e xenófobas.

Como não podia deixar de ser a Ecolojovem saúda e homenageia todos os jovens que lutaram e lutam por um mundo mais justo, mais digno,  e mais sustentável do ponto de vista ecológico,  económico e social.


A Ecolojovem saúda os resultados eleitorais na Grécia onde venceu o NÃO à austeridade



A Ecolojovem espera que estes resultados sejam um 'abre-olhos', aos países que comandam a União Europeia,  e espera que estes entendam que os seus planos de resgate são um ataque à soberania dos países, aos seus direitos e a sua dignidade.  

O povo grego expressou claramente a sua rejeição às políticas de austeridade que têm empurrado milhares de gregos para o desemprego e para a miséria, promovidas pelos partidos que governaram a Grécia nos últimos anos, mas também pela Troika.

O resultado nas urnas gregas demonstrou a recusa de um povo se render ao medo e às chantagens da União Europeia e veio afirmar a vontade um povo escolher os seus próprios caminhos sem ingerências externas.

A Ecolojovem saúda,  ainda,  todos os jovens gregos que participaram activamente nas campanhas eleitorais demonstrando que as suas decisões influenciam o seu futuro e que é necessário lutar para garantir os seus direitos,  bem como um futuro digno.