“Os Verdes” solidários com acampamento em Foz Tua




O Partido Ecologista “Os Verdes” está solidário com o acampamento que se está a realizar, promovido por jovens ecologistas, em Foz Tua, contra a barragem de Foz Tua, contra a destruição irreparável do Vale do Tua e da histórica e emblemática Linha Ferroviária do Tua e ainda contra os impactos muito negativos sobre a paisagem do Alto Douro Vinhateiro, caso a Barragem se venha a concretizar.


“Os Verdes” não podem deixar ainda de relembrar que, para além destes impactos mais visíveis, esta Barragem contribuirá para a degradação da qualidade da água, tão importante nesta região, para a erosão das encostas e para o roubo de inertes à orla costeira, e ainda para um empobrecimento significativo da biodiversidade. Isto para além dos impactos socioeconómicos negativos que esta Barragem irá trazer ao isolar ainda mais os concelhos do Vale do Tua do resto do país, cortando definitivamente a sua ligação à rede ferroviária nacional.


Por todas estas causas, “Os Verdes” estão solidários com esta iniciativa, apoiada pelas associações de ambiente, e marcarão presença, através de uma delegação da direção nacional do PEV, que inclui a dirigente Manuela Cunha, e de jovens da Ecolojovem-“Os Verdes” que irão participar na marcha e concentração de amanhã.

Apelo do Encontro "Juventude com Futuro É com a Constituição do Presente!"

A Juventude tem direito ao presente e está em condições, tem forças, conhecimento e criatividade para participar na construção de um país que tem futuro.
Reafirmamos que é na Constituição do presente, exercendo-a, cumprindo-a e respeitando-a, que estão as soluções fundamentais que dão resposta aos problemas, anseios e direitos da juventude.
Reafirmamos a nossa vontade de defender e exigir que se cumpra a Constituição da República Portuguesa.
Para nós a única inevitabilidade (da qual não abdicamos) é a do direito ao acesso ao ensino, formação profissional e à cultura; acesso ao primeiro emprego, trabalho e segurança social; acesso à habitação, à educação física e ao desporto; acesso e aproveitamento dos tempos livres; direitos conquistados pelo povo e a juventude, inscritos na Constituição da República Portuguesa, particularmente no seu artigo 70 em que se consagra a protecção especial aos jovens na concretização destes direitos.
Mas que protecção especial é esta que nos é dada em Portugal onde mais de 35% dos jovens até aos 25 anos estão desempregados, milhares trabalham na extrema precariedade, com falsos recibos verdes e contratos a prazo; onde milhares de jovens são empurrados para a emigração?; onde o acesso à Educação é negado a milhares por via dos elevados custos de frequência, pela privatização da Escola Pública?; que protecção especial é esta onde a destruição de serviços públicos essenciais, impede que muitos jovens tenham acesso à saúde, ao planeamento familiar?; onde vigoram a desregulamentação do horário de trabalho, baixos salários e o brutal aumento do custo de vida?; onde sucessivos cortes e ataques ao direito à habitação fazem da emancipação juvenil, particularmente para os jovens casais, um horizonte cada vez mais longínquo?; onde o acesso à cultura, ao desporto e à criação artística é, cada vez mais, privilégio daqueles que podem pagar por isso?; que protecção especial é esta onde todos dias crescem limitações e estrangulamentos ao associativismo juvenil?; que protecção especial é esta onde sucessivos governos, em profundo desrespeito pela Constituição da República, condenaram as novas gerações à pobreza, à instabilidade, à extrema dificuldade em se autonomizarem e à infelicidade?
Rejeitamos este caminho, pois acreditamos que é possível uma sociedade onde a dignidade do ser humano seja um valor supremo, e como tal, os direitos sejam integralmente respeitados.
Temos as forças, o conhecimento, a criatividade e a determinação para fazer valer a aplicação da Constituição da República.
Temos esta convicção e devemo-la a todos aqueles que com a sua luta, coragem e vontade tanto lutaram pela democracia e para que a lei fundamental do país nos abrisse um rumo de direitos políticos, sociais, económicos e culturais, um rumo de uma vida digna e feliz.
Continuar esta luta e reforçá-la é tarefa essencial para as organizações que se guiam por princípios democráticos e pretendem ser participantes activas na construção de um futuro melhor para os jovens. Temos o direito de resistir à destruição do nosso país, à entrega dos recursos que são de todos para as mãos de uma minoria, que mais não visa do que obter lucros daquilo que são importantes bens e serviços públicos e que devem estar ao serviço do bem comum (água, luz, transportes, etc.). Não nos resignamos, nem nos conformamos! Rejeitamos que o nosso futuro seja emigrar e deixar para trás o nosso país! Rejeitamos as políticas de destruição do associativismo juvenil, espaço privilegiado de intervenção social. Temos o direito a viver num país onde sejam efectivamente salvaguardados os direitos definidos na Constituição Portuguesa a quem estuda, trabalha, participa numa associação, pratica desporto ou produz cultura, num país de paz e cooperação com os outros povos, num país com qualidade de vida, progresso, justiça social e um desenvolvimento integrado e sustentável!
A Constituição estabelece que Portugal se rege pelo princípio da resolução pacífica dos conflitos e proclama a abolição de quaisquer formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral e a dissolução dos blocos político-militares. Numa altura em que a guerra é uma ameaça constante e um perigo iminente, com todas as consequências que daí advêm para os povos e juventude de todo o mundo, e em que Portugal, membro do Conselho de Segurança da ONU e da NATO, assume uma postura conivente com as ingerências e agressões militares, apelamos a uma grande afirmação dos valores da paz e da solidariedade entre os povos e para que façamos nos dias 27, 28 e 29 de Julho na barragem do Maranhão, em Avis, mais um grande acampamento nacional Pela Paz.
A Constituição define que as crianças gozam de protecção por parte da sociedade e do Estado, nomeadamente em relação ao trabalho infantil. Com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano, a idade escolar, que define o que se considera trabalho infantil, também alarga para os 18 anos. Neste ano em que se assinala o 10.º aniversário do Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil, a 12 de Junho, exigimos que se conheça a situação actual da criança em Portugal, no seu acesso à escola e na sua protecção em relação ao trabalho infantil.
Em cada escola, em cada organização e associação juvenis, nos locais de trabalho e em grupos informais em que estamos presentes todos os dias, falemos com os que se encontram à nossa volta, descontentes com a situação de destruição de direitos constitucionais em que nos encontramos e com o incumprimento de deveres por parte de muitos, partilhando a nossa confiança nas vitórias que conseguimos com as acções desenvolvidas e no papel fundamental de cada um de nós para a construção de um país que sirva os interesses das jovens gerações.
Somos a geração do presente, queremos participar na construção do nosso futuro e do futuro do país.
Apelamos a que todos e cada um se envolvam no assinalar do 50.º aniversário do 24 de Março, transformando o Dia Nacional do Estudante em momentos de afirmação do direito à educação, em particular nas acções já marcadas para os dias 20 e 21 de Março de estudantes do ensino superior e secundário, respectivamente.
Apelamos a que todos e cada um transformem o dia 28 de Março num dia de luta da juventude e dos seus direitos, assinalando das mais diversas formas o Dia Nacional da Juventude.
Apelamos a que todos os jovens trabalhadores, independentemente dos seus vínculos, ou mesmo estando em situação de desemprego, que querem trabalhar, exigem direitos e recusam o caminho em curso, se associem e adiram à Greve Geral convocada pela CGTP-IN para dia 22 de Março e que no dia 31 de Março encham as ruas de Lisboa com as suas reivindicações.
Apelamos a que todos transformem as comemorações populares do 25 de Abril e do 1.º de Maio em enormes dias de afirmação dos valores da Revolução, de rejeição da ideia de que temos de viver pior e de defesa dos direitos conquistados.
Apelamos aos jovens para que, através destas e outras formas de intervenção e participação no movimento associativo juvenil, se possam unir e contribuir verdadeiramente para a construção da mudança. Só em conjunto e através de acções transformadoras poderemos reforçar a nossa Constituição!
Apelo aprovado no Encontro Nacional de Juventude - 3 de Março Seixal

- Plataforma "Juventude com Futuro é com a Constituição do Presente" -

No passado sábado, a Ecolojovem - «Os Verdes» esteve presente no Encontro Nacional de Juventude, organizado pela Plataforma "Juventude do Futuro é com a Constituição do Presente".
Esta iniciativa teve lugar no Fórum Cultural do Seixal.