Acampamento pela Paz!


O Acampamento pela Paz é mais uma iniciativa da plataforma “Juventude com Futuro é com a Constituição do Presente!”, que a Ecolojovem - "Os Verdes" integra.


Vão ser 3 dias de cultura, música, desporto, muito convívio, lazer e também discussão política.
Um Acampamento de expressão da força da juventude para a transformação!

22, 23 e 24 de Julho
Avis, Portalegre

Participem e divulgem!




http://35anoscrp.wordpress.com/

Ecolojovem - «Os Verdes» presente na Assembleia Geral do Conselho Nacional de Juventude

No passado dia 19 de Junho, teve lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Campolide, a Assembleia Geral Extraordinária do CNJ.
A Ecolojovem - «Os Verdes» apresentou uma Moção para a Defesa da Agricultura Biológica, contra a Desertificação, que foi aprovada com 9 votos a favor e 1 abstenção.

Moção
“Em defesa da Agricultura Biológica contra a Desertificação”



Desde 1995, que a Assembleia-Geral das Nações Unidas, assinala a 17 de Junho o Dia Internacional de Luta contra a Desertificação e a Seca, no sentido de desenvolver a cooperação internacional no combate a estas problemáticas, alertando e sensibilizando os governos e a opinião pública.


Numa altura em que a desertificação e a degradação dos solos afectam um terço da superfície da Terra, ameaçando o bem-estar de mil milhões de pessoas, e causando diversas migrações, estima-se que em 2050 a população mundial afectada rondará os 200 milhões. Reconhecendo que as alterações climáticas contribuíram para essa situação, mas que são apenas um dos factores, sendo necessário, repensar as práticas agrícolas e a forma como são geridos os recursos hídricos.


Considerando que cada vez mais existem problemas nos domínios agrícola, rural, recursos naturais, alimentação e saúde pública, que a redução da biodiversidade, os riscos dos organismos geneticamente modificados (OGM’s), a contaminação de produtos foram motivos que levaram à procura de modelos de desenvolvimento sustentável, com regras, princípios e práticas que noutros tempos eram usados e que agora fazem parte da agricultura biológica.


A agricultura biológica tem como base o reconhecimento da existência em comum da saúde do solo, saúde dos animais e dos seres humanos, não descuidando os ecossistemas agrícolas, e tem vindo a afirmar-se como uma forma mais sã de produzir alimentos, com vantagens para a sociedade e o ambiente, promovendo a biodiversidade, pela não utilização de adubos e pesticidas químicos de síntese, assim como hormonas e antibióticos promotores de crescimento.


Portugal possui potencialidades edafo-climáticas, grande diversidade de fauna e flora autóctones que ajudam a potenciar o crescimento da agricultura biológica. Os consumidores dos produtos de agricultura biológica têm vindo a aumentar, apesar do preço destes produtos ser superior aos da agricultura tradicional.


O Conselho Nacional de Juventude – CNJ – reunido em Assembleia Geral, delibera:
- sensibilizar e alertar a sociedade para o consumo de produtos de modo biológico, promovendo iniciativas próprias, apoiando e associando-se a acções, iniciativas e campanhas diversas;


- exigir a efectiva aplicação de políticas de promoção e defesa do modo de produção biológico, em particular junto dos jovens agricultores, de modo a fomentar um verdadeiro desenvolvimento ambiental, social e económico.


Lisboa, 19 de Junho de 2011

ELEIÇÕES REFORÇAM CDU - “OS VERDES” ALERTAM PARA OS TEMPOS DIFÍCEIS QUE AÍ VÊM

A Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” , reunida hoje na sua sede em Lisboa, fez a seguinte apreciação dos resultados eleitorais:

Nas eleições do passado domingo, a CDU vê reforçado o número de deputados eleitos, o que representa um voto de confiança nesta coligação de esquerda, composta pelo PEV e pelo PCP.

A campanha de forte esclarecimento sobre o que estava em causa no dia 5 de Junho, agregada a um trabalho desenvolvido no decurso da passada legislatura, de forte determinação, denúncia e apresentação de propostas sustentáveis para o país, levou à consolidação deste resultado, para o qual concorreram não apenas as dezenas de candidatos da CDU, mas também milhares de simpatizantes e activistas que generosamente se prestaram a um amplo esforço de esclarecimento e de contactos directos e regulares com a população.

O PEV não pode deixar de considerar preocupante a campanha tendenciosa verificada nalguns meios de comunicação social, nos discursos de diversos e variados comentadores e “politólogos”, prestando a ideia de que se estaria a escolher um Primeiro Ministro e a decidir entre Sócrates e Passos Coelho, contribuindo assim para uma ideia de voto útil que só beneficia os partidos a que confusamente entenderam chamar de “arco do poder”. Mais, estes meios contribuíram para vincar a ideia, tão cara ao PS, PSD e CDS, de que o memorando da troika era algo inevitável, o que, inegavelmente, poderá ter condicionado o voto de muitos portugueses.

A leitura que o PEV faz da derrota eleitoral do PS, é de que não há maioria parlamentar e governo que se sustente quando governa contra o povo. Estamos em crer que o resultado eleitoral do PSD e do CDS não se sustenta tanto numa crença de viragem política, mas antes numa necessidade imediata de penalização do PS pelas políticas prosseguidas. O PSD e o CDS não abrem caminho para um rumo diferente de orientações políticas, antes as irão consolidar, o que leva o PEV a crer que, a muito curto prazo, o descontentamento será profundamente demonstrado pela generalidade dos portugueses, designadamente quando as medidas da Troika começarem a produzir os seus efeitos (perda de poder de compra, recessão e aumento substancial do desemprego).

Perante esta perspectiva, “Os Verdes” afirmam que a sua postura parlamentar continuará a pautar-se por uma séria denúncia a atrocidades políticas cometidas e à apresentação de propostas alternativas que conduzam o país a uma lógica de desenvolvimento económico, sustentado numa base de políticas sociais consolidadas.

Se a elevada abstenção destas eleições reflecte muito o cansaço de políticas que esmagam a vida das pessoas, o PEV continua a dizer que a abstenção não é a solução. Assim, o apelo que o PEV faz é para que os cidadãos não se abstenham de participar e de agir em defesa do seu país e da dignidade do seu povo.

Com a eleição de dois deputados, José Luís Ferreira por Lisboa e Heloísa Apolónia por Setúbal, “Os Verdes” irão constituir Grupo Parlamentar e, com determinação e empenho, serão voz ecologista na Assembleia da República, em todas as suas dimensões (económica, social e ambiental).